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  • Bruno Reis

Teoria das Cores: primárias e secundárias e círculos cromáticos.

Atualizado: Jun 4

Começamos aqui uma séries de posts sobre as CORES. Serão um total de 3, ou mais, posts pra gente entender os conceitos e algumas terminologias utilizada no estudo da cor.

A teoria das cores também ajuda a entender o comportamento humano em relação às cores, seus efeitos provocados (emoções, sentimentos, desejos, etc). Mas afinal, o que é a ciência das cores?

A ciência da cor é perturbadamente complicada. Quanto mais sondamos os mecanismo da percepção da cor, mais as certezas do vermelho, verde e azul dão lugar às extravagâncias da biologia. Saber os usar as cores é saber modelar o ambiente, mudar a percepção das formas, provocar desejos e até mesmo sensações. Mas vamos com calma. Vamos tentar entender algumas terminologias para que, lá na frente, fique fácil o entendimento sobre o assunto.

Para podermos utilizar as cores eficazmente, precisamos entender como funciona seu comportamento. Isaac Newton, através do seus experimentos com o prisma, refratou a luz, e confirmou que o prisma dividia a luz nas cores do arco-íris. Esse foi o primeiro grande avanço nos estudos das Cores.


O prisma provou que a cor é fenômeno real e ao mesmo tempo subjetivo. Segundo Newton: “”Os raios, expressados adequadamente, não são coloridos”

Mais tarde, estudos comprovaram a existência de receptores no nosso globo ocular. E daí veio a primeira divisão das cores: primárias e secundárias.

As cores primárias são aquelas obtidas pela luz que é emitida: vermelho, verde e azul. A combinação das três produz o branco no processo aditivo (veremos mais a frente). Cores secundárias são cores resultantes da combinação de cores primárias. No espaço aditivo as cores primárias são: ciano, magenta e amarelo.


Vermelho verde a azul. Dessa combinação, temos as demais cores do espectro cromático.


Amarelo, Magenta e Ciano




Misturas aditivas e subtrativas

Ao misturar tintas ou pigmentos, estamos, indiretamente, manipulando a luz. Quando a luz bate na superfície pigmentada, alguns comprimentos de onda são absorvidos e outros refletidos. Sendo assim, o que chamamos de tinta vermelha é tinta que absorve luz verde e azul. Estamos aqui falando de luz, ou cor luz (como alguns chamam). O processo de mistura aditivas se dá por cores luz. Quando misturamos as 3 cores primárias o resultado é branco.

Diferente do processo aditivo, o processo subtrativo é feito de misturas de cores pigmentos e o comportamento é o inverso das cores aditivas. Temos então, pigmentos que refletem mais cores do que absorvem. No processo subtrativo ao se misturar as cores primárias obtemos a cor preta.


No processo aditivo de cores RGB (vermelho, verde e azul) a superfície reflete uma cor, correspondente a cor que vemos. Já no esquema abaixo CMY (ciano, magenta, amarelo) as cores refletidas são a mistura do cor que vemos, ou seja, numa superfície amarela, as cores refletidas são: vermelho e verde = amarelo.


A partir da sobreposição das cores primárias aditivas, no diagrama abaixo, obtemos as cores secundárias. Ou seja, sobrepondo o verde, vermelho e azul, obtivemos as cores o ciano, magenta e amarelo. As cores resultantes das sobreposições das cores primárias aditivas (secundárias aditivas) resulta nas cores primárias subtrativas. Cada primária aditiva representa um componente do branco, logo, as três sobrepostas produzem o branco.


Já no diagrama de cores subtrativas, cada sobreposição de cores primárias, resultam em uma cor primária aditiva. No centro, quando todas as cores se sobrepõem, o resultado é o preto.


Círculo Cromático.

A representação do espectro cromático, conhecido como círculo cromático, ajuda a explicar a relação entre diferentes cores e é parte essencial da teoria das cores.

Como se fosse a anatomia das cores, os círculos cromáticos surgiu quando Newton curvou o espectro visível de cores, transformando-o em um círculo. Disso, originou também a teoria das cores complementares e análogas (veremos mais em frente).

Existe muita controvérsia sobre os círculos cromáticos. Parece que a divisão das cores feitas por Newton foi ditada pelo seu fascínio em numerologia. Existe uma variedades de círculos, cada um utilizado por diversos tipos de profissionais. Abaixo seguem alguns tipos mais utilizados.

Circulo de pigmento

Aqui as cores bases são: azul, vermelho e amarelo. É um círculo básico com um nível de saturação e brilho.


Circulo do artista

Temos a adição do verde nesse circulo, deixando-o mais alternativo. Os pares oposto de cores (complementares) variam um pouco de um círculo para o outro. Por certo os artistas, normalmente, trabalham com uma paleta de muitos pigmentos, além das cores primárias.



Círculo do Processo

Utilizado muito no ramo gráfico, o círculo de processo consiste na porcentagem de cada tinta na mistura, quanto maior a porcentagem nas misturas, mais próximo do preto chegamos. Esse círculo mostra 100% magenta, 100% ciano, 100% amarelo.


Círculo de Luz

Como ja falamos anteriormente, cor-luz são as cores aditivas. Nesse círculo, temos as cores primárias e suas misturas. Em softwares de computador, essas divisões de cada cor são mais suaves, mostrando inúmeras outras no meio de cada uma delas.


Nos próximos posts explicaremos alguns conceitos ainda não vistos, tais como: cores análogas, complementares e tríades. Além dos conceitos de matriz, saturação e brilho.

E vocês? Qual sua cor favorita? Deixei ai nos comentários. E se curtiu? Compartilhe!



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